O reencontro entre pai e filha ocorreu após o empenho da equipe da Inspetoria da Regional Hipercentro da Guarda Municipal em um minucioso trabalho de campo. Daniele sabia apenas o nome dele. Ela também tinha sido informada que o pai estava vivendo em situação de rua.
A Guarda Municipal tinha apenas uma foto 3x4 de João Ricardo e obteve números da Carteira de Identidade e CPF, constatando que ele estava registrado no CadÚnico. Os agentes percorreram locais como restaurantes populares, abrigos, Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua, serviços de Assistência Social e estabelecimentos comerciais. As informações indicavam que ele trabalhava recolhendo material reciclável e era visto por comerciantes no Hipercentro de BH.
Após cinco dias de busca, João Ricardo foi localizado na Rua Acre, esquina com Avenida Olegário Maciel, próximo à rodoviária. Ele foi comunicado pelos agentes do desejo da filha e aceitou reencontrá-la. Em 2026, a Guarda Municipal já registrou 15 ocorrências envolvendo a localização de pessoas desaparecidas. Em 2025, 39 foram localizadas em ações integradas das forças de segurança, com a participação da GCMBH. As regionais Centro-Sul, Hipercentro e Venda Nova concentram o maior número de casos.
Momento emocionante
O reencontro emocionado entre pai e filha foi na Delegacia Especializada de Referência à Pessoa Desaparecida da Polícia Civil, onde Daniele fez o primeiro contato em busca de ajuda, com a presença dos guardas municipais responsáveis pela localização. Ela conta que sempre sonhou em compartilhar momentos importantes da vida com João Ricardo, como datas comemorativas e conquistas pessoais. “Foi um reencontro muito emocionante. Passei mal, abracei ele, chorei. Não tenho palavras para agradecer. O que fizeram por mim não tem preço”, celebra.
João Ricardo e Daniele iniciam a reconstrução do vínculo. Um novo encontro já está marcado para este sábado (18), quando ele vai conhecer a outra filha e os três netos.
Trabalho integrado
O desfecho desta história de amor só foi possível graças ao trabalho integrado da Guarda Municipal com outros órgãos de segurança pública em ações de cunho social. O apoio da GCMBH foi solicitado pela Polícia Civil, após o pedido de ajuda de Daniele.
O gerente Hismar, coordenador da Inspetoria da Regional Hipercentro da Guarda, destaca o compromisso dos agentes envolvidos, apontando que ações como essa são um importante serviço de utilidade pública. “Nos momentos em que a dor da ausência e a incerteza tomam conta das famílias que o trabalho das forças de segurança se torna ainda mais essencial. Atuamos como ponte para a reconstrução de vínculos e histórias de vida. Participar de um reencontro como esse traz não apenas satisfação profissional, mas um sentimento genuíno de propósito”.
Proteção a Populações Vulneráveis
A GCMBH conta com o Grupamento de Proteção a Populações Vulneráveis, criado em outubro de 2024 e vinculado à Inspetoria do Hipercentro, consolidando um modelo de atuação baseado na integração entre a segurança pública e a rede de atendimento social. As ações de patrulhamento garantem respostas mais completas e humanizadas às ocorrências. O grupamento atua faz encaminhamentos para serviços de Assistência Social, Saúde e os conselhos tutelares.
Inteligência artificial
Câmeras instaladas nas vias do Hipercentro da cidade e monitoradas pelo Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH) são usadas no apoio à localização de pessoas desaparecidas, por meio do reconhecimento facial. Após a identificação por inteligência artificial, a Guarda Municipal atua para que a pessoa localizada seja devidamente abordada, de forma humanizada, e encaminhada à rede de proteção.
Divulgação/PBH



