A formulação, o monitoramento da política de enfrentamento às emergências climáticas e a construção da agenda desta política pública em Belo Horizonte passaram a ter fórum próprio, com a instalação do Comitê Municipal sobre Mudanças Climáticas (Comclima-BH). Os membros foram empossados em evento que reuniu 50 representantes de 50 órgãos e entidades.
O Comclima nasceu de uma lei aprovada em dezembro de 2024 e foi regulamentado em outubro de 2025. O comitê reúne vozes diversas: representantes da Prefeitura, universidades, associações ambientais, setor produtivo e órgãos estaduais. Ao todo, são 50 entidades representadas, cada uma com dois membros, compondo um espaço plural e intersetorial, coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Para o secretário municipal de Meio Ambiente, João Paulo Menna Barreto, a criação do Comclima é reflexo do compromisso da gestão.“A efetivação do comitê mostra o empenho da Prefeitura em mitigar os efeitos da crise climática, com políticas robustas e articuladas entre diferentes setores.”
O subsecretário de Gestão Ambiental e do Clima, Dimi Chaves, destacou a importância do diálogo coletivo. “Esse aguardado comitê será fundamental para efetivarmos o Plano Local de Ação Climática (PLAC) e trabalharmos em diálogo permanente.” Ele também lembrou dos investimentos já previstos pela Prefeitura, como editais da Virada Climática, ações voltadas às mulheres em situação de vulnerabilidade, novos refúgios climáticos, além dos programas Renascente e Desconcreta BH.
A gerente do Clima na SMMA, Ana Paula Barbosa, apresentou o histórico da política municipal e reforçou que o comitê chega mais representativo e mobilizado. “A política climática é resultado de todas as entregas desta prefeitura e de entidades comprometidas com a pauta. O comitê retoma as atividades com mais diversidade e construção coletiva.”



