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Boa madrugada - Itabira, segunda, 17 de dezembro de 2018  

POLÍCIA
Após homologação, Marcos Valério pode desistir de delação premiada
Pessoas próximas ao ex-publicitário afirmaram à reportagem de O Tempo que ele ainda pode desistir do acordo por discordar com detalhes do ac 05/10/2018

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Marcos Valério
"Com as investigações que iram acontecer, ele jamais poderá ficar preso e muito menos ter seu endereço divulgado, deverá ter a proteção de testemunha como varias pessoas que estão na mesma situação tem”, aponta advogado
PUBLICADO EM 04/10/18 - 17h24

Um dia após o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter homologado o acordo de delação premiada de Marcos Valério fechado com a Polícia Federal e a Polícia Civil de Minas Gerais, pessoas próximas ao ex-publicitário afirmaram à reportagem de O Tempo que ele ainda pode desistir do acordo por discordar com detalhes do acordo. 

"O acordo de Marcos Valério é sui generis. Ele não busca amenizar um risco futuro, mas um já existente, que está nos processos em andamento. O que ele quer é atenuação das penas em que já foi condenado. Isso lhe foi tolhido pela decisão, sob a fundamentação de que o delegado não tem a competência para acordar sobre processos em andamento", explica um interlocutor ligado às negociações para o acordo.

Ainda de acordo com o interlocutor, a decisão do decano do STF indica que, quem está rompendo com o acordo, na verdade, é o Estado. "A decisão do ministro explicita, escancara, a total ausência de colaboração e coordenação entre os órgãos da persecução: MP e polícia. Em suma, é o Estado quem está rompendo o acordo. Ele prometeu um benefício, o colaborador cooperou e, no fim, o Estado não honrou seu compromisso".

Apesar disso, segundo Jean Kobayashi, um dos advogados de Valério, a possibilidade ainda não foi considerada oficialmente. “Não passou pela nossa cabeça e muito menos do Marcos em desistir da delação”, afirma Kobayashi. Segundo ele todo o trabalho de defesa segue com expectativa jurídica para alcançar a totalidade do acordo. 

Além disso, o advogado de Valério demonstrou medo de que o acordo não seja cumprido de forma integral e com isso possa colocar até mesmo a vida de Marcos Valério em risco. “Concordo, com as investigações que irão acontecer, ele jamais poderá ficar preso e muito menos ter seu endereço divulgado, deverá ter a proteção de testemunha como varias pessoas que estão na mesma situação tem”, conclui Kobayashi. 

Ainda não há detalhes sobre os fatos narrados na delação por Marcos Valério, que já foi condenado em processos do mensalão do PT e do mensalão tucano em Minas, além de ter sido alvo da Operação Lava Jato no Paraná. Ele foi condenado a 37 anos e 5 meses de prisão no julgamento do mensalão do PT e é réu em ação penal do mensalão tucano.

 


 

 

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