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Boa tarde - Itabira, terça, 20 de novembro de 2018  

POLÍCIA
MPRJ substituirá equipe que investiga mortes de Marielle e Anderson
A mudança ocorre após o promotor do caso ter sido promovido; investigações seguem a linha de crime político 22/08/2018


 
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Marielle Franco
Marielle Franco era ativista dos direitos humanos e lutava contra a truculência da polícia
PUBLICADO EM 21/08/18 - 21h40

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) anunciou, na noite desta terça-feira (21), que uma nova equipe se encarregará de dar continuidade às investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. No dia 1º de setembro, a promotora Letícia Emili assumirá as funções de Homero das Neves Freitas Filho, que está à frente do caso desde o início.

A mudança ocorre após o promotor ter sido promovido a procurador de Justiça pelo Conselho Superior do MPRJ. Dessa forma, ele deixa a titularidade da 23ª Promotoria de Investigação Penal.

Letícia decidiu trabalhar com duas estruturas do MPRJ: o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI). "É uma opção da promotora. Pelos princípios constitucionais que regem o Ministério Público, ela goza de independência funcional, e a ela cabe fazer as escolhas dos segmentos que irão acompanhá-la", disse o procurador-geral de Justiça do MPRJ, Eduardo Gussem.

De acordo com Gussem, não há impedimento para que os promotores que atuavam no caso sob a liderança de Homero continuem prestando auxílio, podendo colaborar em caráter informal com a nova equipe.

O anúncio das mudanças foi feito por Gussem após uma reunião da qual participaram também o superintendente da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi, o chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, e o diretor da Divisão de Homicídios da Capital, Giniton Lages.

A possibilidade da entrada do Gaeco no caso já havia sido antecipada pela diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Weneck, que participou ontem (20) de uma reunião entre os pais de Marielle e o secretário estadual de Segurança, general Richard Nunes.

Segundo o procurador-geral, as investigações seguem a linha de crime polític, e há forte um indício da participação de milicianos. "O Gaeco, como todos sabem, tem um conhecimento muito grande nas questões que envolvem as milícias", disse.

 
 

 

 

 


 

 

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