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Gugu pode inspirar brasileiros sobre importância da doação
Quatro em cada dez famílias no Brasil não aceitaram ceder órgãos de parentes no ano passado 30/11/2019

 

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Até setembro deste ano, 38.468 pessoas aguardavam na fila por um transplante
Foto: Reprodução/Facebook

Num gesto de humanidade e preocupação com o próximo, o apresentador Gugu Liberato havia manifestado em vida o desejo de doar seus órgãos. A decisão do artista, morto na semana passada após um acidente doméstico em Orlando, nos Estados Unidos, foi prontamente respeitada por seus familiares e, agora, deve representar um recomeço para pelo menos 50 pessoas naquele país.

A esperança é que a generosidade demonstrada pelo apresentador e por seus familiares inspire os milhões de brasileiros que ainda enxergam a doação de órgãos com reticência.

“A atitude da família de Gugu pode ajudar nessa conscientização. É importante lembrar que cada pessoa deve manifestar seu desejo (de doar) para os parentes, já que a lei determina que a família decida pela doação”, explicou Cláudio Dornas, da equipe de transplante da Santa Casa de Belo Horizonte.

Os números apontam um cenário preocupante por aqui. Segundo o Ministério da Saúde, 43% da famílias disseram não à doação de órgãos no ano passado. Em Minas Gerais, esse índice foi ainda maior e chegou a 53% no mesmo período. Até setembro deste ano, 38.468 pacientes aguardavam na fila por um órgão. Desse total, 4.077 pessoas vivem em Minas. O número de transplantes entre janeiro e setembro no país em 2019, em comparação com o mesmo período do ano passado, se mantém mais ou menos estável – passou de 6.419 para 6.722. Não há um recorte mineiro desse dado. No entanto, o Estado recebeu prêmio honorário do Ministério da Saúde por alcançar a maior taxa de crescimento de captação de órgãos no Brasil em 2019 – aumento de 40% na comparação com 2018.

Recomeço

Foi justamente o “sim” de uma família que fez toda a diferença para o professor Fernando Franco Taitson, 44. Há dois anos e sete meses, ele ganhou um novo rim, se livrou da diálise e pôde se dedicar novamente ao esporte. “Ao ser transplantado, eu tive a oportunidade de ter uma vida nova. Melhorou minha autoestima, meu preparo físico. Com esse gesto de amor, eu tive mais vontade de praticar esportes”, contou. Ele acabou, inclusive, de voltar da primeira edição dos Jogos Brasileiros para Transplantados, que aconteceram em Curitiba, entre os dias 21 e 24 de novembro. “Enquanto eu estiver vivo, vou ajudar a divulgar a causa”, finalizou o professor.

O nascimento do segundo filho de Mara Aparecida Ribeiro da Silva, 35, marcou o início de uma batalha que parecia perdida. Há quase três anos, o pequeno Enzo Gabriel passa pouco tempo com a mãe, que tem vivido em hospitais lidando com uma doença que veio após a gravidez e que faz o coração crescer. Mas os dias longe de Enzo e da filha de 14 anos estão chegando ao fim.

Após ser desenganada por vários médicos, sofrer seis paradas cardíacas e um AVC, Mara passou por um transplante de coração no último dia 14 de novembro. “Eu estava condenada a morrer. Agora, sou só felicidade. Vou poder cuidar dos meus ‘filhotes’, só tenho mesmo o que agradecer”, disse. “Foi um milagre eu ter encontrado médicos que falaram que eu podia fazer o transplante. Os outros falavam na minha cara que eu iria morrer”, acrescentou.

 


 

 

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