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ESPORTE
Faltam 30 dias para a Copa: Maradona, D10S
Sobre aquele jogo e lance, Maradona certa vez confidenciou que não queria acertar Batista 15/05/2018


 
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Maradona conquistou uma das quatro Copas que disputou
Maradona conquistou uma das quatro Copas que disputou
PUBLICADO EM 15/05/18 - 08h00

Poucas relações entre craques com a Copa do Mundo são tão fortes quanto a que Diego Maradona possui. Afinal, “El Pibe” não foi apenas um dos monstros sagrados do torneio por belas jogadas ou gols memoráveis. Em cinco Mundiais, construiu uma relação intrépida com a “hinchada” albiceleste, que o elevou a patamar de Deus, muito pelas doses cavalares de sentimentos que carregou em todas.

A primeira foi a que ele chamou de a maior desilusão de sua vida. Em 19 de maio de 1978, faltando apenas 13 dias para o início do Mundial da Argentina, o então jovem de 17 anos foi cortado por César Luís Menotti da lista de convocados para o torneio, ao lado de Bravo e Bottaniz. O golpe foi tamanho que ele relatou certa vez que perdeu a empolgação de acompanhar o grupo que mais tarde levantaria o primeiro caneco da albiceleste em Mundiais.

A grande chance de mostrar seu futebol veio em 1982, em terras espanholas. Recém-contratado pelo Barcelona por US$ 8 milhões, valor recorde para a época, “El Pibe” teria a chance de dar um cartão de visitas perfeito para a torcida culé. Porém, Maradona, que sempre conviveu com ânimos aflorados, fez do Mundial uma desilusão, vencendo duas partidas e perdendo três, saindo expulso justamente do duelo contra o Brasil, que eliminou a Argentina do certame.

Sobre aquele jogo e lance, Maradona certa vez confidenciou que não queria acertar Batista, mas, sim, Falcão. “Terminou mal, eu sei, mas poucos sabem que o chute que dei não era para ser em Batista, mas, sim, em Falcão. Não aguentei uma jogada que eles fizeram no meio. Quando voltei, vi um e meti o chute, no calor da partida. Pobre Batista”, confidenciou Diego em sua biografia ‘Yo soy el Diego de la gente”.

A redenção veio quatro anos mais tarde. As terras mexicanas, que consagraram Pelé no primeiro Mundial lá disputado, em 1970, voltaram a ver uma relação próxima de um homem com a perfeição. Naquela Copa, Maradona não foi apenas o principal jogador do torneio. Ele mudou o status de uma Argentina outrora contestada. Tudo graças à sua genialidade dúbia, que conseguiu anotar, em um mesmo jogo, com intervalo de quatro minutos, aqueles que são considerados o gol mais belo e o mais controverso do Século XX.

Pobre Inglaterra

A primeira cena passa-se aos 6 minutos da etapa final, quando a bola dividida subiu próximo à pequena área inglesa. O goleiro Shilton subiu para esmurrar a pelota, mas sua surpresa é que o baixinho Maradona tomou a mesma decisão. Com sua mão esquerda “divina”, El Pibe deu um leve toque para empurrá-la para o barbante. O gol com “a mão de Deus”, como mesmo batizou, foi um lapso de que sua genialidade controversa, que mostrou seu ápice aos 10 minutos, quando recebeu a bola na meia-cancha, deixou cinco ingleses pelo caminho e deu um leve toque para anotar o tento mais celebrado da história.

Aquela não era apenas uma grande partida de quartas de final contra. Era uma revanche para os argentinos por conta da Guerra das Malvinas, que deixou milhares de mortos no início daquela década. A vingança foi tamanha que até mesmo a belíssima atuação diante da Alemanha, na decisão do torneio, ficou para trás. Maradona era alçado ao panteão dos deuses do futebol.

Esse caráter etéreo foi colocado à prova quatro anos depois, quando a Argentina já não mostrava a força de outrora. Ainda assim, mostrou-se sólido e controverso, levando os platinos a mais uma decisão contra a Alemanha, que desta vez levou a melhor. Porém, o marco daquele Mundial foi sua relação com a torcida italiana, onde atuava pelo Napoli. Foi Deus na região da Campânia, tanto que os “tiffosis” optaram por vaiar a Azzurra na semifinal contra a Albiceleste. No restante do país, um vilão.

Em 1994, voltando de uma suspensão por uso de cocaína, precisou fazer um grande plano para baixar o peso e disputar o Mundial. Fez. Porém, sua despedida das Copas durou apenas duas partidas. Em terras ianques, tomou Ripped Fuel, ao invés de Ripped Fast – medicamento que ajuda a acelerar o metabolismo – , e foi pego no controle antidoping por uso de efedrina. Segundo ele, “cortaram suas pernas”.

Era a despedida amarga de um torneio que mudou seu status. Foi um ídolo controverso. Ainda bem.

Nome: Diego Armando Maradona

Nascimento: 30 de outubro de 1960

Local: Lanús (Argentina)

Minutos: 1.938

Gols: 8

Vitórias: 12

Empates: 4

Derrotas: 5

 

Ano Colocação

1982 11º

1986 1º

1990 2º

1994 10º

 


 

 

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